Primeira Parte

Em 2008 após falhar na apresentação do trabalho de graduação da Faculdade de Arquitetura o mundo está cinza escuro.

Nenhuma atividade parecia ter muito sentido, os sonhos estavam distantes, a sensação de fracasso abatia profundamente qualquer lampejo de motivação.

Um pensamento que falava algo como o pior arrependimento é de não ter se empenhado ao máximo surgiu em um livro e serviu de baliza para o que estava por vir nos desafios.

Ainda no fim de 2008 comecei a preparação – o pior arrependimento… – para fazer o trabalho de graduação da Faculdade em 2009. Meu tema tratava da virtualização da informação, redes sociais, distribuição de informação e os impactos dessas novas questões na Arquitetura. Essas leituras foram me apontando para algo que estava ao meu redor e de algum modo eu ainda não tinha entendido.

O mundo está interligado, muito interligado. Muitas informações importantíssimas estão disponíveis para qualquer um que tenha interesse de acessá-las, e melhor ainda se tiver disposição para usá-las para transformar as coisas.

O primeiro semestre de 2009 foi quase que exclusivamente dedicado ao trabalho de graduação, quase. Em uma conversa de café – aquelas que se tem enquanto toma um cafezinho no escritório – uma boa amiga me disse que havia um movimento muito interessante acontecendo e que iria culminar em uma ação em Santa Catarina, mais especificamente nas cidades que haviam sido atingidas pelas enchentes em 2008 – Oásis Santa Catarina (bom nome).

De cara pensei “Ótimo, mas não vou entrar em nada agora. Não tenho tempo”.

Em casa, entrei em contato com as pessoas e com o movimento. Surpresa! Estavam utilizando tudo o que eu havia estudado sobre redes virtuais, contatos à distância, interações e mobilizações via internet. Era como se a Utopia dos Filósofos da geração de 90 dos primórdios da internet estivesse se tornando real – ou bem próximo.

Animei-me. Fiz as contas, espremi o tempo, melhorei meus processos diários (um banho pode ser mais rápido e eficiente, aprendi a cozinhar rapidamente, dormia nas viagens para Campinas para economizar tempo de sono em casa). O dia cresceu e abri uma janela de tempo para me dedicar a essa história de Oásis.

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