Depois de muito tempo volto para o Caminho – não que tenha saído, mas estive parado.

O tempo passou, uma volta foi ensaiada e ventos fizeram essa volta ser adiada e então agora sim.

Vamos à história da Idéia.
Voltando de Maceió na tarde de Domingo me deparei com uma daquelas peças do grande quebra cabeça que se monta no nosso dia-a-dia.
Essa peça era uma edição da REDREPORT, publicação que equipa o arsenal de distrações dos aviões da TAM para os passageiros que como eu não aguentariam ficar parados mais do que uma hora sentados em um assento apertado (lembrando que eu tenho 1,96m de altura).

Imagem da Reportagem - as peças que vão se montando

Nessa edição havia uma reportagem que encaixou muito certo em algo que eu já estava pensando com dois amigos – Yuri Teixeira e Julia Toro – de se fazer uma produção ampla de alimentos em ambiente urbano. Ainda mais, em prédios, casas, enfim em áreas que não houvesse abundância de terreno porém existisse a demanda por alimentos orgânicos.

A reportagem dava conta de experiências muito bem sucedidas de granjas, sítios e cultivo hidropônico em ambiente urbano – no caso a cidade de Nova Iorque. Os exemplos passavam desde teto de galpões, telhados de prédios residênciais até barcas no rio Hudson que usavam a agua do rio como fonte para o cultivo hidropônico.

No momento veio a tona toda a história! SIM! Era isso!!!

Isso era impactante na comunidade. Era uma mudança de paradigma, ou retomada de um paradigma anterior e mais sábio do que o atual. Ia a favor de todo um pensamento de alimentação saudável, diminuição de pegada ecológica no consumo de alimentos, aumento da resiliência na comunidade… Era isso! E era agora.

Cheguei na casa dos meus pais às 2 da manhã – voo até guarulhos, onibus até Tiete e onibus até Piracicaba.
Na segunda conversei com minha mãe sobre o projeto que eu já conversara com os amigos e mostrei a reportagem. Ela se empolgou e já começou a fazer observações sobre como cultivar, os possiveis cheiros em uma composteira, etc etc…

A conversa seguiu e eu já procurei alguns lugares aqui em Piracicaba para adquirir os materiais, um primeiro reconhecimento.

A idéia ganhou corpo hoje. Logo cedo procurei saber dos espaços no condomínio – lembrei que aqui tem um Solarium na cobertura. Mas essa idéia foi podada pela reforma que está sendo feita por lá e também por terem coberto o Solarium que agora será uma churrasqueira e salão de festas.
No térreo também não há área para cultivar, todo o espaço é ocupado por jardins.
Busquei a abundância!!! O apartamento dos meus pais tem espaço para cultivar, e por mínimo que fosse poderia fazer mesmo assim.

Então vamos organizar.

A Idéia

Cultivar os vegetais possíveis no apartamento dos meus pais.

Criar um sistema de uso do lixo orgânico para adubar o cultivo – criação de um sistema de composteira.

Envolver a família inteira no processo. Desde a criação do projeto, manutenção e consumo!

 

 

Desafios !!!

Buscar as informações sobre as plantas a serem cultivadas e sobre os sistemas de compostagem.

Alterar de forma suave a rotina da casa sem criar um incomodo mas atendendo as demandas do projeto.

Envolver a comunidade – no caso a família – e vencer a máxima “santo de casa não faz milagre”.

 

 

 

Como eu disse, o tempo é curto amanhã é Dezembro.
Então amanhã já teremos a reunião de projeto, todos confirmados.

 

Alguns links da reportagem da Red Report
http://rooftopfarms.org/blog/
http://brooklyngrangefarm.com/
http://inhabitat.com/the-science-barge-making-waves-in-urban-agriculture/

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